Comece com o que você tem
- Paulo Tristão
- 31 de out. de 2025
- 2 min de leitura
A gente costuma achar que precisa de tudo para começar: mais tempo, mais segurança, mais conhecimento, mais recursos. O ponto de partida raramente é ideal e, na maioria das vezes, nunca será.

O que temos hoje, ainda que pareça pouco, é o suficiente para o primeiro passo. O resto descobrimos ao longo do caminho. As ideias ganham forma enquanto são testadas, os medos se dissipam quando a ação começa, e a confiança se constrói exatamente no processo que mais nos assusta.
Esperar estar totalmente pronto é uma forma elegante de adiar os próprios sonhos. A perfeição é um miragem que paralisa: a gente se convence de que falta algo essencial e, sem perceber, deixa o tempo passar. Mas começar imperfeito é o único jeito de chegar mais perto do que queremos.
Na vida profissional, isso se repete com frequência. Esperamos dominar todas as habilidades antes de aceitar um desafio, ou conhecer todos os caminhos antes de fazer uma mudança. Só que o aprendizado mais valioso vem depois da decisão, não antes. É no “fazer” que descobrimos como fazer melhor.
Muitas das coisas que hoje parecem sólidas começaram com incerteza. Um projeto iniciado com poucos recursos. Um convite aceito sem saber onde ia dar. Uma conversa que abriu novas portas. A ação é o que transforma intenção em realidade.
A coragem de começar não é ausência de medo, mas a decisão de seguir mesmo com ele. O medo é natural, mas o que o enfraquece é o movimento. O tempo recompensa quem age.
Começar com o que você tem é o que separa o sonho da experiência. E, quando olhar para trás, você vai perceber: o que parecia pouco era exatamente o bastante.






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